É impressionante como o outro está cada vez mais insensível ao outro.
O outro jogado na rua é visto pelo outro como se fosse um inanimado outro, a única emoção gerada é o asco do outro.
Nada é feito pelo outro, a não ser o desprezo, a repugnância e o afastamento rápido e urgente do outro.
E os dias se vão e o outro permanece na mesma situação, o porquê do outro está desta forma nessa hora não é primordial, e sim retirá-lo deste caos social, porém isto não importa para o outro, não se vê no outro, esquece que é semelhante do outro animal.
E o outro continua andando, às vezes acontece até um pensar e nasce um pesar que logo, logo passa no passo do seu andar. E o outro olha, mas já não tem esperança no outro olhar, se perde mais e mais na dura, crua, nua, sozinha avenida, seu lar.







